Cheio de esquisitices, tic-tic nervosos, e curiosidades que poderia matar mil gatos. Apresento-lhes a menina insegurança, e ao mesmo tempo a tão decidida em pular no seu mar de sonhos. No mesmo instante que não receia em abrir a primeira porta, ou pular em um buraco atras do coelho falante, ela pensa 450 vezes antes de seguir os conselhos da Rainha de Copas.
Se por acaso alguém ousar dizer que ela está errada, ou que bateu a cabeça com força ao cair do jardim, ela franzirá a sobrancelha, e arriscará a dizer barbaridades não tão brancas e brandas para uma menina de vestido azul, e meias listradas.
A Alice, a menina do país das maravilhas e curiosidades, não tem medo de descobrir que o destino é quem impõe suas escolhas e decisões, e que a sorte, de fato mesmo, nem se quer existe.
Já a Alice do nosso mundo, se afoga nas realidades, e apaga o espaço dos sonhos em sua mente e ossos. Se esconde atrás das caras feias pelas ruas, e acaba se tornando uma delas. Mais um rosto mal-humorado andando pelos bairros do mundo das má- ravilhas.
Sonhar é perigoso, porém, uma dose deste, não mataria ninguém. As vezes, tirar os pés do chão e sentir o coração palpitar com um frequência um pouco maior, seja necessário para se sentir mais humana. A loucura torna cada menina mais próxima da sua Alice interior, e mais distante da Alice que não gosta ou receia deixar a realidade de lado.
Conversar com as flores, correr atras de coelhos, tomar um café com um chapeleiro maluco, ou pintar rosas brancas de vermelho, mostre que as pessoas sãs, podem não tem a oportunidade de conhecer histórias magnificas e extraordinárias. Sentir, inovar, sem ressentir ou ter medo, sentir-se a vontade, ou melhor...sentir-se louco(a).